17 de novembro de 2010

O Perdão





Qual seria a melhor forma de reparar um mal? Sofrendo a pena de Talião (olho por olho dente por dente)? Não. Como disse Ghandi, se assim fosse acabaríamos todos cegos e desdentados. Então a reparação do mal seria sofrendo uma agressão, ainda que menor? Também não, porque aí seria necessário que sempre houvesse agressores disponíveis.

Na minha opinião, a melhor forma de reparar um erro é consertando. Fazendo as pazes, convivendo em harmonia. Muito bonito, né? Mas aí aparece uma dificuldade. As pessoas se aproximam por afinidade, seja ela negativa ou positiva. A positiva gera progresso, a negativa gera mais problemas...

Entretanto existe uma forma de tornar uma associação negativa positiva, gerada pela necessidade de reparação. É através do perdão. Quando alguém perdoa sinceramente é porque para ele deixou de existir motivo para um sentimento negativo. Cessado este sentimento, passando a um estado neutro, aí então o caminho está aberto para uma verdadeira aproximação positiva. Aí então, e somente aí, começa a reparação de um erro.

Existe um outro aspecto importante nisso tudo. É que nenhum de nós é santo. Ou seja, já cometemos erros... E não nos arrependemos disso. E não estamos tentando consertar as besteiras que fizemos. Por isso o mal é necessário. Nossos corações são duros e achamos que estamos sempre certos. E quanto mais arraigados nesta certeza, mais esforço (ou mal) será necessário para que despertemos para a real necessidade do perdão.

Interessante como na criação tudo se interliga...

Pensando sobre o tema “perdão” comecei a achar que o motivo é muito parecido. Porque será que o perdão é necessário? Porque precisamos aprender a perdoar? Em princípio, quem deve perdoar é a pessoa ofendida, agredida. Entretanto, como Jesus disse, “ai de por quem venha o mal”. Posso concluir então que aquele que provocou o mal deverá repará-lo. Eu me lembro com freqüência daquelas palavras de Jesus, quando perguntado porque havia tanto mal. Para quem não se lembra, ele disse que o mal era necessário por causa da dureza de nossos corações, mas ai de quem trouxesse o mal.

Muita Paz,

José Cid



Fonte: http://www.espirito.org.br/


10 de novembro de 2010

Testamento Natural



Por muito aspire o homem ao isolamento pertencerá ele à coletividade que lhe plasmou o berço, da qual recebe influência e sobre a qual exerce influência a seu modo.
Alguém pode, sem dúvida, retirar-se da atividade cotidiana com o pretexto de garantir-se contra os erros do mundo, mas enquanto respira no mundo, ainda que o não deseje, prossegue consumindo os recursos dele para viver.
Qualquer pessoa, dessa forma, deixa ao desencarnar, a herança que lhe é própria.
No que se refere às posses materiais, há no mundo testamentos privados, públicos, conjuntivos, nuncupativos, entretanto, as leis divinas escrituram igualmente aqueles de que as leis humanas não cogitam, os testamentos naturais que o espírito reencarnado lega aos seus contemporâneos através dos exemplos. Aliás, é preciso recordar que não se sabe, a rigor, de nenhum testamento dos miliardários do passado que ficasse no respeito e na memória do povo, enquanto que determinados gestos de criaturas desconsideradas em seu tempo são religiosamente guardados na lembrança comum.
Apesar do caráter semilendário que lhes marcam as personalidades, vale anotar que ninguém sabe onde teriam ido os tesouros de Creso, o rei, ao passo que as fábulas de Esopo, o escravo, são relidas até hoje, com encantamento e interesse, quase trinta séculos depois de ideadas.
A terra que mudou de dono várias vezes não é conhecida pelos inventários que lhe assinalaram a partilha e sim pelas searas que produz.
Ninguém pode esquecer, notadamente o espírita, que, pela morte do corpo, toda criatura deixa a herança do que fez na coletividade em que viveu, herança que, em algumas circunstâncias, se expressa por amargas obsessões e débitos constringentes para o futuro.
Viva cada um, de tal maneira que os dias porvindouros lhe bendigam a passagem.
Queira ou não queira, cada criatura reencarnada, nasceu entre dois corações que se encontram por sua vez ligados à certa família – família que é célula da comunidade.
Cada um de nós responde, mecanicamente, pelo que fez à Humanidade na pessoa dos outros.
Melhoremos tudo aquilo que possamos melhorar em nós e fora de nós.
Nosso testamento fica sempre e sempre que o mal lhe orienta os caracteres é imperioso recomeçar o trabalho a fim de corrigi-lo.
Ninguém procure sonegar a realidade, dizendo que os homens são como as areias da praia, uniformes e impessoais, agitados pelo vento do destino.
A comunidade existe sempre e a pessoa humana é uma consciência atuante dentro dela.
Até Jesus obedeceu a semelhante dispositivo da vida.
Espírito identificado com o Universo, quando no mundo, nasceu na Palestina e na Palestina teve a pátria de onde nos legou o Evangelho por Testamento Divino.



Médium: Francisco Cândido Xavier

Espírito: André Luiz

4 de novembro de 2010

Hora Vazia



Quando as mãos repousam, a mente é defrontada pelo problema da hora vazia.

Se você procura a integração com o Divino Mestre, aprenda a utilizá-la.

Pense no irmão enfermo que reclama socorro espiritual e auxilie-o com as suas vibrações de carinho, se as circunstâncias lhe não favorecem a visita pessoal.

Plante uma árvore benfeitora.

Busque a companhia do livro edificante e tente fixar-lhe as lições.

Tome um lápis e faça anotações que lhe sirvam à memória ou escreva alguma frase consoladora que possa contribuir na sementeira de reconforto e bom ânimo.

Aproveite o ensejo para uma palestra em que você coopere na ressurreição do companheiro que caiu em desalento.

Comente a grandeza do bem, evitando, no entanto, o diapasão do discurso solene, a fim de que você alcance a intimidade dos ouvintes e consiga renová-los.

Medite, à frente da Natureza que oferece espetáculos prodigiosos da Sabedoria Divina, desde a casa minúscula da formiga até o firmamento cravejado de estrelas, recolhendo no imo do ser a essência imperceptível da instrução celestial.

Fixe a atenção em tudo o que seja útil e nobre, bom e belo, e não se desvie, porque no repouso dos braços, quando chega o problema da hora vazia, os semeadores do mal encontram larga oportunidade ao plantio da discórdia e da incompreensão, junto do qual, você, imperceptivelmente, começará perdendo o tempo, complicando as próprias lutas e sombreando o caminho terrestre, para depois perder inutilmente a própria vida.


Livro: Irmãos Unidos.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Espírito: André Luiz

30 de outubro de 2010

FILHOS





Nasce a criança, trazendo consigo o patrimônio moral que lhe marca a individualidade antes do renascimento no plano físico; no entanto, receberá os reflexos dos pais e dos mestres que lhe imprimirão à nova chapa cerebral as imagens que, em muitas ocasiões, lhe influenciarão a existência inteira.
Indiscutivelmente, a instrução espera-lhe o espírito em nova fase, enriquecendo-lhe o caminho nesse ou naquele mister; contudo, importa reconhecer que a palavra escrita, em confronto com a palavra falada ou com o exemplo direto, revela poderes de repercussão menos vivos, mormente quando torturada entre os preconceitos da forma gramatical.
E que a voz e a ação prática jazem impregnadas do magnetismo indutivo que se desprende da reflexão imediata, operando significativas transformações para o bem ou para o mal, segundo a natureza que lhes personaliza as manifestações.
As crianças confiadas na Terra ao nosso zelo são portadoras de aparelhagem neurocerebral completamente nova em sua estrutura orgânica, à feição de câmara fotográfica devidamente habilitada a recolher impressões. A objetiva, que na máquina dessa espécie é constituída por um sistema de lentes apropriadas, capazes de colher imagens corretas sobre recursos sensíveis, é representada na mente infantil por um espelho renovado em que se conjugam visão e observação, atenção e meditação por lentes da alma, absorvendo os reflexos das mentes que a rodeiam e fixando-os em si própria, como elementos básicos de Conduta.
Os pequeninos acham-se, deste modo, àmercê dos moldes espirituais dos que lhes tecem o berço ou que lhes asseguram a escola, assim como a argila frágil e viva ante as idéias do oleiro.
Não podemos, pois, esquecer na Terra que nossos filhos, embora carreando consigo a sedimentação das experiências passadas, em estágios anteriores na gleba fisiolõgica, são Companheiros que nos retomam transi-toriamente o convívio, quase sempre para se reajustarem conosco, aos impositivos da Lei Divina, necessitados quanto nós mesmos, de provas e ensinamentos, no que tange ao trabalho da regeneração desejada.
Excetuados aqueles que transcendem os nossos marcos evolutivos, à face da missão particular de que se investem na renovação do ambiente comum, todos eles nos sofrem os reflexos, assimilando impressões entra-nhadamente perduráveis que, às vezes, lhes acompanham os passos desde a meninice até a morte do corpo denso.
Tratá-los à conta de enfeites do coração será induzi-los a funestos enganos, porqüanto, em se tornando ineficientes para a luta redentora, quando se lhes desenvolve o veículo orgânico facilmente se ajustam ao reflexo dominante das inteligências aclimatadas na sombra ou na rebeldia, gravitando para a influência do pretérito que mais deveríamos evitar e temer.
É assim que toda criança, entregue à nossa guarda, é um vaso vivo a arrecadar-nos as imagens da experiência diária, competindo-nos, pois, o dever de traçar-lhe noções de justiça e trabalho, fraternidade e ordem, habituando-a, desde cedo, à disciplina e ao exercício do bem, com a força de nossas demonstrações, sem, contudo, furtar-lhe o clima de otimismo e esperança. Acolhendo-a, com amor, cabe-nos recordar que o coração da infância é urna
preciosa a incorporar-nos os reflexos, troféu que nos retratará no grande futuro, no qual passaremos todos igualmente a viver, na função de herdeiros das nossas próprias obras.


Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Pensamento e Vida

29 de outubro de 2010

Ter Fé



Ter fé é ACEITAR os desígnios de Deus ainda que não os entendamos, ainda que não nos agrade. Se tivéssemos a capacidade de ver o fim desde o princípio tal como Ele vê, então poderíamos compreender por que às vezes nossa vida é conduzida por caminhos estranhos e contrários a nossa razão e aos nossos desejos.


Ter fé é DAR quando não temos, quando nós mesmo necessitamos. A fé sempre encontra algo valioso onde aparentemente não existe; pode fazer que brilhe o tesouro da generosidade em meio à pobreza e ao desamparo, enchendo de gratidão ao que recebe e ao que dá.


Ter fé é CRER quando é mais fácil ficar na dúvida. Se a chama da confiança em algo melhor se extingue em nós, então não há outro meio que não nos entregarmos ao desanimo.
A crença em nossas bondades, possibilidades e talentos, tanto como em nossos semelhantes, é a energia que move a vida fazendo grandes vencedores.


Ter fé é GUIAR nossa vida não com os olhos, mas sim com o coração. A razão necessita de muitas evidências para arriscar-se, o coração necessita só de um raio de esperança. As coisas mais belas e grandes que a vida nos dá não se podem ver, nem sequer tocar, só se podem acariciar com o espírito.


Ter fé é LEVANTAR-SE quando se está caído. Os revezes e fracassos em qualquer área da vida nos entristecem, porém é mais triste ficar lamentando-se no frio chão da autocompaixão, acompanhado pela frustração e a amargura.


Ter fé é ARRISCAR-SE na troca de um sonho, de um amor, de um ideal. Nada que vale a pena nesta vida pode se conseguir sem esta dose de sacrifício, que implica desprender-se de algo ou de alguém, a fim de adquirir algo que melhore nosso próprio mundo e o dos demais.


Ter fé é VER positivamente a vida à frente , não importa quão incerto pareça o futuro ou quão doloroso foi o passado. Quem tem fé faz de hoje um fundamento do amanhã e trata de vivê-lo de tal maneira que quando fizer parte de seu passado, possa vivê-lo como uma grata recordação.


Ter fé é CONFIAR, porém confiar não somente nas coisas, mas sim o que é mais importante... nas pessoas. Muitos confiam no material, porém vivem relações vazias com seus semelhantes. Certamente sempre haverá gente que traíra tua confiança; assim o que temos a fazer é seguir confiando sendo mais cuidadoso com aqueles em quem confiamos.

Ter fé é BUSCAR o impossível: sorrir quando os dias se encontram nublados e teus olhos estão secos de tanto chorar. Ter fé é não deixar nunca de cobrir teus lábios com um sorriso, nem sequer quando está triste, porque nunca sabes quando teu sorriso pode dar luz e esperança à vida de alguém que se encontra em pior situação do que a tua.


Ter fé é CONDUZIR-SE pelos caminhos da vida da mesma forma que uma criança segura a mão de seu pai. É entregarmos nossos problemas nas mão de DEUS e nos jogarmos em seus braços antes de cair no desespero. Ter fé é descansarmos para que ELE nos carregue, em vez de carregar nós mesmos nossa própria coleção de problemas.

Que em tua vida haja suficiente fé para enfrentar situações difíceis, junto com a necessária humildade para aceitar o que não se pode mudar.
Beijos e um excelente dia à todos!

28 de outubro de 2010

Entre cônjuges



Prossiga amando e respeitando os pais, depois da formação da própria casa, compreendendo, porém, que isso traz novas responsabilidades para o exercício das quais é imperioso cultivar independência, mas, a pretexto de liberdade, não relegar os pais ao abandono.

Não deprecie os ideais e preocupações do outro.

Selecione as relações.

Respeite as amizades do companheiro ou da companheira.

É preciso reconhecer a diversidade dos gostos e vocações daquele ou daquela que se toma para compartilhar-nos a vida.

Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar-lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao desenvolvimento justo.

Jamais desprezar a importância da relações sexuais com o respeito a fidelidade nos compromissos assumidos.

Não sacrifique a paz do lar com discussões e conflitos, a pretexto de honorificar essa ou aquela causa da Humanidade, porque a dignidade de qualquer causa da Humanidade começa no reduto doméstico.

Não deixe de estudar e aprimorar-se constantemente sob a desculpa de haver deixado a condição de solteiro ou de solteira.

Sempre é necessário compreender que a comunhão afetiva no lar deve recomeçar, todos os dias, a fim de consolidar-se em clima de harmonia e segurança.
Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: André Luiz

A Bênção do Trabalho





É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

SENDA DE PERFEIÇÃO

Quem move as mãos no serviço,
Foge à treva e à tentação.
Trabalho de cada dia
É senda de perfeição.



Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Meimei

27 de outubro de 2010

ORAI PELOS QUE VOS PERSEGUEM


O conselho de Jesus, no que se refere à oração pelos nossos perseguidores não se baseia tão-somente na lei universal da bondade para com os semelhantes.
Vai mais além. Fundamenta-se no princípio justo das correspondências.
O ódio, o crime, a calúnia segregam forças perniciosas e destrutivas. O perseguidor encarcera-se no abismo das inquietações; o criminoso, onde estiver, é prisioneiro da consciência, guardado pelo remorso, então transformado em sentinela vigilante; o caluniador envolve-se na peçonha dos próprios atos. Emitem pensamentos destruidores, como o pântano os elementos mortíferos.
Na lei das forças, que rege todos os fenômenos da vida, os semelhantes atraem-se uns aos outros. Odiar aos que odeiam, retribuir o mal com mal, seria abrir portas em nós mesmos à selvageria dos que nos convocam a suas furnas de trevas.
Alimentemos a chama benéfica que indique o caminho santo do bem mas evitemos o incêncio devastador que aniquila as possibilidades da vida. Contra a labareda criminosa do mal, façamos chover os pensamentos calmantes do bem.
Toda vez que a onda escura da persiguição nos procure envolver na luta digna, oremos e vigiemos. Encontrando-nos a resistência fraternal, voltarão os fios negros aos seus próprios autores, encasulando-os em sua obra.
Orai pelos que vos perseguem e caluniam, acendei a luz dos pensamentos nobres no círculo de sombras dos que vos tentam confundir, certos de que a maldade é o inferno dos maus e que cada Espírito carrega na vida o abismo tenebroso ou a montanha de luz, dentro de si mesmo.

Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

Não Estrague seu Dia





A sua irritação não solucionará problema algum.

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida.

A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.

A sua tristeza não iluminará os caminhos.

O seu desânimo não edificará a ninguém.

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.

Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.
Tenham todos um lindo dia!!!


Livro: Agenda Cristã
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Três Atitudes




Entendendo-se que o egoísmo e o orgulho são qualidades negativas na personalidade mediúnica, obscurecendo a palavra da Esfera Superior, e compreendendo-se que o bem é a condição inalienável para que a mensagem edificante seja transmitida sem mescla, examinemos essas três atitudes, em alguns dos quadros e circunstâncias da vida

No trabalho:

O egoísmo explora o que acha.
O orgulho oprime o que vê.
O bem produz incessantemente.


Na amizade:
O egoísmo utiliza as situações.
O orgulho clama por privilégios.
O bem renuncia ao bem próprio.


Na fé:
O egoísmo avarenta.
O orgulho reclama.
O bem ouve.


Na responsabilidade:
O egoísmo foge.
O orgulho tiraniza.
O bem colabora.


Na dor alheia:
O egoísmo esquece.
O orgulho condena.
O bem ampara.


No estudo:
O egoísmo finge que sabe.
O orgulho não busca saber.
O bem aprende sempre, para realizar o melhor.


Médiuns, a orientação da Doutrina Espírita é sempre clara.
O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios, inclinando-nos, em toda parte, ao vício e à delinqüência, em angustiantes processos obsessivos, e só é capaz de filtrar com lealdade a Inspiração Divina, mas, para isso, é indispensável não apenas admirá-lo e divulgá-lo; acima de tudo, é preciso querê-lo e praticá-lo com todas as forças do coração.

Livro: Seara dos Médiuns
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier



25 de outubro de 2010

Sinais de Deus




Um homem sussurrou: Deus fale comigo.
E um rouxinol começou a cantar
Mas o homem não ouviu.

Então o homem repetiu:
Deus fale comigo!
E um trovão ecoou nos céus
Mas o homem foi incapaz de ouvir.

O Homem olhou em volta e disse:
Deus deixe-me vê-lo
E uma estrela brilhou no céu
Mas o homem não a notou.

O homem começou a gritar:
Deus mostre-me um milagre
E uma criança nasceu
Mas o homem não sentiu o pulsar da vida.

Então o homem começou a chorar e a se desesperar:
Deus toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo...
E uma borboleta pousou suavemente
Em seu ombro
O homem espantou a borboleta com a mão e desiludido
Continuou o seu caminho triste, sozinho e com medo.
Até quando teremos que sofrer para compreendermos
que Deus está sempre aonde está a vida?

Até quando manteremos nossos olhos e nossos
corações fechados para o milagre da vida que se apresentas
diante de nós em todos os momentos?

22 de outubro de 2010

Vinte Exercícios




Executar alegremente as próprias obrigações.

Silenciar diante da ofensa.

Esquecer o favor prestado.

Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.

Emudecer a nossa agressividade.

Não condenar as opiniões que divergem da nossa

Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.

Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.

Treinar a paciência constante.

Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.

Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.

Desculpar sem desculpar-se.

Não dizer mal de ninguém.

Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.

Alegrar-se com a alegria dos outros.

Não aborrecer quem trabalha.

Ajudar espontaneamente.

Respeitar o serviço alheio.

Reduzir os problemas particulares.

Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos, a alguns dos vinte exercícios aqui propostos, certamente receberá do Divino Mestre, em plena escola da vida, as mais distintas notas no curso da Caridade


Do livro: Ideal Espírita,
Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

8 de outubro de 2010

Livro de uma amiga

Caminhada - as Duas Faces de Uma Vida no Japão

Este livro conta a minha trajetória no Japão. Tento mostrar com detalhes a vida de operária, e o impacto de viver num país diferente do Brasil. Procurei apresentar as duas faces, mesclando a dor, a beleza da natureza por onde passei, e os momentos lindos que vivi. Adoro fotografar e o país proporciona maravilhosos espetáculos da natureza, já que as diferenças das estações do ano são bem acentuadas. Os jardins e parques são bem cuidados, e eu aproveito cada segundo para conviver ao máximo com a natureza. As feridas já cicatrizaram, e hoje procuro conhecer melhor essa cultura fascinante, que a cada dia me surpreende mais pelo respeito que eles mantêm pela natureza, pela educação natural e sensibilidade. Atualmente percorro com muita ternura novos caminhos pela Terra do Sol Nascente. Estou mais confiante e em paz, pois sei que quando partir para o Brasil levarei saudades desta terra que aprendi a amar
Rose Nakamura



Nesta postagem deixo para vocês a dica de leitura desse livro que além de ser o sonho dessa amiga, também a ajudará a dar continuidade em outros sonhos. Peço para visitarem seu
blog. Além de conhecerem uma pessoa maravilhosa, poderão entender um pouco mais sobre esse sonho.

7 de outubro de 2010

Defeito ou Qualidade?

O pote rachado


Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:

- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.

- Por quê?, perguntou o homem. - De que você está envergonhado?

- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:

- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho??? Notou ainda que a cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava??? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa
Autor desconhecido

Seja Feliz



Eis uma ordem preciosa: seja feliz! Quantas vezes dizemos isso uns aos outros, desejando, intensamente, que se torne realidade?
Em verdade, cada um de nós deveria ter como meta, em sua vida, ser feliz.
Quase sempre, criamos infelicidade para nós mesmos, através de nossas atitudes.
E, no entanto, nunca se falou tanto, como na atualidade, em ser feliz, em conquistar valores positivos. Parece ser a tônica do momento.
Parece que as pessoas estão descobrindo o propósito da Divindade para conosco.
O mundo não é um local onde nascemos para sofrer, embora o sofrimento possa fazer parte de nossas vidas.
Não é um local onde viemos somente para nos esfalfarmos em conquistas materiais, mesmo que necessitemos trabalhar para nos sustentarmos, para adquirirmos certo conforto.
O importante é se ter a certeza que podemos melhorar muito nossa qualidade de vida, se desejarmos.
Vejamos algumas dicas.
Não se preocupe, em demasia. Quem se estressa o tempo todo, pode desencadear problemas cardíacos. E não consegue ver o lado bom das coisas.
Concentre-se e termine. Isto é, faça uma coisa de cada vez. Termine uma tarefa e depois passe para a seguinte.
Não queira fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
O Mestre de Nazaré, há mais de dois milênios, prescreveu que a cada dia bastam as suas próprias preocupações.
Mande a raiva embora. Ela faz as artérias se contraírem, a taxa de batimentos cardíacos disparar e deixa o sangue mais grosso e fácil de coagular.
Quando tiver que enfrentar alguma situação exasperante, conte até dez. Isso faz o cérebro passar da emoção para o pensamento racional.
Respire fundo. Pense e não reaja.
A Sabedoria Nazarena prescrevia que perdoássemos aos nossos inimigos.
Cuide do lado espiritual. Você pode participar de determinada religião, exercitar a sua fé. Ou pode meditar, passar algum tempo sozinho, prestar serviços a uma boa causa.
Lecionava Jesus: Amai o vosso próximo como a vós mesmos.
Controle as imagens do cérebro. Não exagere nas observações e não alimente ideias negativas.
Não alimente a sua carga emocional com pensamentos como: Esse emprego vai me matar.
Sorria. Ria. Ouça música alegre. Isso relaxa os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo do sangue. Seu corpo se sentirá melhor.
Recomendava o Nazareno: Alegrai-vos...
Alimente a sua mente com coisas positivas. Escolha leituras que lhe façam bem, que o motivem à serenidade, a reflexões altruístas.
Sábio foi o Mestre Jesus nos conclamando a que tivéssemos vida e vida em abundância. Isto quer dizer, qualidade de vida, que contempla o espiritual, o emocional, o físico.
Pensemos nisso e alteremos nossa forma de nos conduzir nesta Terra. Em pouco tempo, sentir-nos-emos mais leves, felizes, tudo olhando com as lentes positivas de quem está disposto a contribuir para a paz do mundo que, sempre, começa na nossa própria intimidade.


Redação do Momento Espírita, com dicas extraídas do artigo Um coração saudável em meia hora, de Seleções Reader’s Digest, de abril de 2010.

6 de outubro de 2010

Escolhendo Caminhos

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela.” – Jesus (Mateus, 7: 13)





Quando ainda no Plano Espiritual te preparavas para uma nova encarnação, tiveste dúvidas sobre os resultados das tuas escolhas, perante os caminhos a seguir.

Renascido, porém, e vivendo hoje neste mundo material, dois caminhos se apresentam à tua frente: o do bem e o do mal.

O caminho do bem surge aos teus olhos como de muitas lutas, de sacrifícios imensos e até mesmo de dores acerbas.

O caminho do mal, embora ilusório se te apresenta mais belo: diversões a valer, posições de destaque, dinheiro fácil, glórias efêmeras...

Qual destes caminhos escolherás? Dependendo da tua escolha o teu destino estará traçado: felicidade futura ou sofrimentos atrozes.

Se buscares o caminho das facilidades terrenas, dos prazeres fictícios, já terás encontrado aqui mesmo na Terra, as recompensas que esperas.

Contudo, se escolheres o caminho das dificuldades, das lutas inglórias, mas se persistires no esforço pela tua renovação interior, estarás preparando para o teu futuro alegrias imensas, como resultados da tua proposta de a tudo superares com resignação cristã.

São as duas portas a que Jesus se referiu um dia: a “porta estreita” das dificuldades, mas que leva a um crescimento interior, e a “porta larga” das facilidades, que leva à perdição e, conseqüentemente, à dor.

Analisa, filho meu, o que desejas para o teu futuro, fazendo escolhas certas na tua vida presente. Embora hoje possas ter uma vida difícil, lembra-te de que, neste mundo, nada é eterno, tudo passa. Assim, os teus problemas e as tuas dores atuais haverão de passar, como também passará um dia, esta encarnação, a fim de retornares à Pátria Espiritual.

Procura, pois, para o teu próprio bem, construir um futuro de luz e de paz, buscando hoje o que desejas para o teu amanhã, a fim de que possas colher os louros a que fizeres jus, pelo teu esforço em te libertares das tuas imperfeições.

Irmã Maria do Rosário – Médium: Lucia Cominatto

fonte: http://www.espiritismogi.com.br

1 de abril de 2010

Comemorando!!! 01/04

O1/04/1858 - Data de fundação da Sociedade Espírita de Paris, tendo como fundadores Allan Kardec e outros colaboradores.

- Surge o jornal “A Caridade”, no ano de 1858, na cidade de Ouro Preto.

Comemorando!!! 31/03



31/03/1869 - Desencarna em Paris, vitima de um aneurisma, Allan Kardec, “O Codificador da Doutrina Espírita”.

31/03/1942 - É fundado em Capivari (SP) o Centro Espírita João Moreira”

31/03/1903 – Desencarna Antonio Luiz Sayão, escritor espírita. A FEB publica sua obra “Elucidações Evangélicas”.

31/03/1870 - É inaugurado em Paris, no cemitério de “Pére-Lachaise”, o monumento funerário de Allan Kardec.

31/03/1897 – Data de fundação da Livraria da Federação Espírita Brasileira”.

31 de março de 2010

Previna-se


Equilibre sua justiça, subtraindo-lhe as inclinações para a vingança.

Acautele-se com o seu desassombro , para não cair em temeridade.

Analise sua firmeza, para que se não transforme em petrificação.

Ilumine suas diretrizes, a fim de que se não convertam em despotismo.

Examine sua habilidade, evitando-lhe a internação em velhacaria.

Estude sua dor para que não seja revolta.

Controle seus melindres, de modo que se não instalem na casa sinistra do ódio.

Vele por sua franqueza, a fim de que a sua palavra não destile veneno.

Vigie seu entusiasmo para que não constitua imponderação.

Cultive seu zelo nobre, mas não faça dele uma cartilha escura da violência.


pelo Espírito André Luiz

Do livro: Agenda Cristã

Francisco Cândido Xavier

30 de março de 2010



A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem!

Francisco Cândido Xavier

Dica de Leitura

Esse é o meu livro do momento, simplesmente lindo!!! Vale a pena!!!
Claro que sempre devemos deixar claro que para as pessoas que desejam conhecer o espiritismo em todos seus aspectos, leitura é o que não vai valtar. Os livros da codificação são a base para tudo, mas outros romances e estudos, os mais variados, devem fazer parte da nossa visão e conhecimento.
Nem sempre estamos preparados para o que lemos. O mesmo livro lido hoje, talvez daqui a alguns anos, possa nos trazer uma mensagem nova. Na verdade, seu conteúdo continua sendo o mesmo, nós é que o enchergamos diferente.
Abraços fraternos
Lu

Baccelli, Carlos A. (autor)
Inácio Ferreira (Espírito)

Comemorando!!! 30/03

30 de 1864

Nasce no Rio de Janeiro, RJ, Antonio Lima, fundador e 1º Presidente da União Espírita Mineira e tradutor das obras da Codificação, lançadas no primeiro Centenário de Allan Kardec, em 1904. Desencarna no dia 26 de março de 1964, na Paraíba do Sul, RJ.

30 de 1969

Em Barra do Piraí, RJ, desencarna o poeta Sebastião Lasneau, cego, um dos criadores das Semanas Espíritas. Nascido na mesma cidade, em 12 de novembro de 1900.

30 de 2001

É aberto o V Simpósio Paranaense de Espiritismo, em Curitiba, Paraná, com a presença de Divaldo Pereira Franco e Raul Teixeira, com o tema Espiritismo, educação para a paz. Encerrado a 1º de abril de 2001.

Para refletir...


"Em visita ao lar de alguém, aprendamos a agradecer o carinho do acolhimento sem nos determos em possíveis desarranjos do ambiente."
Livro Sinal Verde, autor Francisco Cândido Xavier/André Luiz

29 de março de 2010

Comemorando!!! 29/03


Nessa nova categoria pretendo compartilhar acontecimentos relacionados ao espiritismo em geral.

Iniciando:

29/03/1772
Desencarna o médium Emmanuel Swedenborg, um dos precursores do Espiritismo.
Em 1688, na mesma data de 29 de março, nasceu na Suécia.

"O círculo da vida de uma pessoa é conhecer, entender, desejar e fazer".
Emmanuel Swedenborg

24 de março de 2010

Selinho Plantinha da Amizade




Ganhei da minha nova amiga Pris

Obrigada pelo selinho!


O que fazer: Indicar 10 Blogs, exibir a imagem do selo; Postar o link de quem indicou; Avisar o indicado.


Deixo esse selinho à todos aqueles amigos de coração aberto que passarem por aqui. Levem suas plantinhas e vamos cultivar um belo jardim da amizade

Bjs
Lu

10 de março de 2010

Orientação Espírita

Quero agradecer a colaboração do Sr. Marcus de Mario, responsável pelo site Orientação Espírita que me autorizou a publicar o conteúdo do site aqui no nosso blog.

Façam uma visita ao site, é muito interessante e edificante.

Abraços fraternos
Lu


www.orientacaoespirita.org

9 de março de 2010

CARIDADE PARA CONOSCO



Não nos esqueçamos de que há também uma caridade que devemos a nós mesmos, a fim de que a caridade que venhamos a praticar, à frente do mundo, não se reduza a mera atitude de superfície.

Caridade que nos eduque no espírito do Senhor, cuja Doutrina de luz abraçamos com o pensamento e com os lábios e que, pouco a pouco, nos cabe esposar com toda a alma e coração.

Para exercê-la é preciso que saibamos:
perdoar as falhas alheias sem desculpar-nos;
cooperar nas boas obras sem aguardar a colaboração do companheiro;
ajudar aos que nos cercam sem esperar que nos retribuam;
dar do que temos e detemos sem cobrar o imposto da gratidão;
iluminar o caminho que nos é próprio, aprendendo a vencer as sombras que ainda se nos adensem ao redor;
calar para que os outros falem;
defender os outros, sem procurar defender-nos;
humilharmo-nos, sem pedir que os outros se humilhem;
reconhecer nossas falhas e corrigi-las;
servir sem recompensa, nem mesmo o da compreensão que nos remunera com o salário do reconforto;
trabalhar incessantemente,sem aguardar aguilhões que nos constranjam ao desempenho dos deveres que nos competem;
sentir no irmão de experiência necessidades e dores iguais às nossas, para que a vaidade não nos induza à cegueira;
considerar a bondade constante do Senhor que opera sempre o melhor, em nosso benefício, e cultivar o reconhecimento a Ele, através do sacrifício, em favor daqueles que nos rodeiam.

Aperfeiçoarmo-nos por dentro é ajudar por fora com mais segurança e como salvar significa recuperar com finalidades justas no trabalho comum, assim como oferecemos mão forte à árvore a fim de que ela cresça, frondeje e produza para o bem de todos, salvando-se da inutilidade, também ao Senhor nos aprimoremos, transformando-nos em instrumentos vivos de seu Infinito Amor, onde estivermos.


pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Atenção, Médium: Francisco Cândido Xavier

fonte: www.caminhosluz.com.br

5 de março de 2010

O RETORNO DO APÓSTOLO CHICO XAVIER




Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas.

Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.

Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação.

Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.

Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis.

Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.

Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências.

Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.

Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade.

Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem.

Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido.

Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas.

As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.

A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade.

Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém.

Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.

Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa.

Por isso mesmo, o seu foi mediunato incomparável.

...E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe:

- Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.



Autor: Joanna de Ângelis (espírito)
Psicografia de Divaldo Franco.


24 de fevereiro de 2010

Em seu benefício




Não se agaste com o ignorante;

certamente, não dispõe ele das oportunidades que iluminaram seu caminho.


Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem no cárcere do exclusivismo e merecem compaixão como qualquer prisioneiro.

Não se perturbe com o malcriado; o irmão intratável tem, na maioria das vezes, o fígado estragado e os nervos doentes.

Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário, quando você detém excessos.

Não se zangue com o ingrato; provavelmente, é desorientado ou inexperiente.

Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.

Desculpe o desertor; ele é fraco e mais tarde voltará à lição.

Auxilie o doente; agradeça ao Divino Poder o equilíbrio que você está conservando.

Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio.

Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.



Autor: André Luiz
Psicografia de Chico Xavier.
Livro: Agenda Cristã

16 de fevereiro de 2010

Se você puder




Se você puder, hoje ainda:

Dê mais um toque de felicidade e beleza em seu recanto doméstico;
Faça a visita, mesmo ligeira, ao doente que você deseja reconfortar;
Escreva, inda que seja simples bilhete transmitindo esperança e tranqüilidade, em favor de alguém;
Melhore os seus conhecimentos, no setor de trabalho a que esteja empregando o seu tempo;
Estenda algo mais de otimismo e de alegria aos que se encontrem nas suas faixas de convivência;
Procure esquecer - mas esquecer mesmo - tudo o que se lhe faça motivo de tristeza ou aborrecimento;
Leia alguma página edificante e escute música que pacifique o coração;
Dedique alguns minutos à meditação e à prece;
Pratique, pelos menos, uma boa ação sem contar isso a ninguém.

Estas indicações de apoio espiritual se forem observadas, farão grande bem aos outros, mas especialmente a você mesmo.

Francisco Cândido Xavier
Espírito: André Luiz

9 de fevereiro de 2010




CONCEITO DE MÉDIUM E MEDIUNIDADE

Kardec [LM-cap 32] conceitua:
Médium - pessoa que pode servir de intermediária entre os Espíritos e os homens.
Mediunidade - a faculdade dos médiuns, ou seja, a faculdade que possibilita a uma pessoa servir de intermediária entre os Espíritos desencarnados e os homens.
Assevera ainda Kardec [LM-it 159] que: "todo aquele que sente em qualquer grau a influência dos Espíritos é médium."

Através do pensamento, as entidades da esfera extra-física, podem atuar sobre todos nós, de forma imperceptível. Mostram os benfeitores espirituais da Codificação que esta influência
"é maior do que supomos" [LE-qst 459]

"Pode-se dizer, que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade bem caracterizada, que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou nos sensitiva."
[LM-it 159]

CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS MÉDIUNS
Os médiuns tem geralmente aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos, o que os divide em tantas variedades quantas são as es¬pécies de mediunidade, embora nada impeça que um médium venha a pos¬suir mais do que uma aptidão.

a) Médiuns de Efeitos Físicos: são aqueles aptos à produção de fenômenos que sensibilizam objetivamente os nossos sentidos, tais como: movimento de corpos inertes, ruídos, etc. Trata-se de uma categoria de médiuns bastante infreqüente em nossos dias, mas que teve fundamental importância na fase de implantação da Doutrina Espírita. Sub-categorias:
1. Tiptólogos: os que produzem ruídos e pancadas. Mesmo sem que o médium tome conhecimento, os Espíritos podem se utilizar de certos recursos fluídicos que eles possuem para produzir o fenômeno;
2. Motores: os que produzem movimentos dos corpos inertes;
3. De Translação e Suspensão: os que produzem a translação de objetos através do espaço ou a sua suspensão, sem qualquer ponto de apoio. Há também os que podem elevar-se a si mesmos (levitação);
4. De Transporte: os que podem servir aos Espíritos para o transporte de objetos materiais através de lugares fechados;
5. Pneumatógrafos: os médiuns que permitem a escrita direta (espécie de mediuninade onde os Espíritos, utilizando-se do ectoplasma do médium, escrevem sobre determinados objetos sem se utilizarem de lápis ou caneta);
6. Pneumatofônicos: os médiuns que permitem a voz direta (fenômeno mediúnico onde os Espíritos emitem sons e palavras através de uma "garganta ectoplásmica", sem a utilização do aparelho vocal do medianeiro);
7. De Materialização: são aqueles que doam recursos fluídicos (ectoplasma) para a materialização do Espírito ou de parte do Espírito, ou, ainda, de certos objetos;
8. De Bicorporeidade: são aqueles capazes de materializarem seu corpo perispirítico em local fora do corpo físico;
9. De Transfiguração: são aqueles aptos a promoverem modificações temporárias em seu corpo físico, através da vontade e do pensamento.

b) Médiuns Sensitivos: são os médiuns capazes de registrar a presença de Espíritos por uma vaga impressão. Ora esta impressão é boa ora é ruim, dependendo da natureza da entidade desencarnada. Esta variedade não apresenta caráter bem definido, pois todos médiuns são mais ou menos sensitivos;

c) Médiuns Intuitivos ou Inspirados: são aqueles que recebem comunicações mentais entranhas às suas idéias, vindas da esfera imaterial. Na realidade, todos nós somos médiuns intuitivos, pois podemos assimilar inconscientemente o pensamento dos Espíritos, mas em algumas pessoas, essa capacidade é mais evidente. Os médiuns de pressentimento são uma variedade dos intuitivos, onde há uma vaga impressão de acontecimentos futuros;

d) Médiuns Audientes: são os médiuns que ouvem os Espíritos. Em algumas vezes é como se escutassem uma voz interna que lhes ressoasse no foro íntimo, doutras vezes, é uma voz exterior, clara, distinta;

e) Médiuns Videntes: são aqueles aptos a verem os Espíritos em estado de vigília. Kardec fazia referência à raridade desta faculdade e em nossos dias continua pouco comum;
f) Médiuns Falantes ou Psicofônicos: são aqueles que possibilitam aos Espíritos a comunicação oral com outras pessoas encarnadas, utilizando dos recursos vocais do médium. É a variedade de médiuns mais comum em nossos dias;

g) Médiuns Escreventes ou Psicógrafos: são os médiuns aptos a receberem a comunicação dos Espíritos através da escrita. Foi pelos médiuns escreventes que Allan Kardec montou os pilares básicos da Codificação Espírita;

h) Médiuns Curadores: são aqueles aptos a curarem, através do toque, por um ato de vontade e pelo passe. Em realidade, todos somos capazes de curar enfermidades pela prece e pela transfusão fluídica, mas, também aqui, esta designação deve ficar reservada para aquelas pessoas onde a capacidade de curar ou aliviar as doenças é bem evidente;

i) Médiuns Psicômetras: são aqueles aptos a identificarem os fluidos presentes em determinados objetos e locais (Psicometria);

j) Médiuns Sonambúlicos ou de Desdobramento: são aqueles capazes de emanciparem seu corpo espiritual deixando a organização física num estado de sonolência ou apatia. Segundo Kardec, estes médiuns "vivem por antecipação a vida espiritual", pois são capazes de realizar inúmeras tarefas no mundo dos Espíritos.

DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO

Se nós falamos somente em desenvolvimento mediúnico e não em “criar” mediunidade ou médiuns, é, certamente porque esta faculdade não se cria numa determinada pessoa que não a possua. A mediunidade é uma faculdade tão natural no homem quanto qualquer outro dos cinco sentidos habituais.
O médium já nasce médium. Cabe-nos portanto, se possuidores da faculdade mediúnica, nos esforçarmos por exercê-la com devotamento e humildade.

Por que desenvolver a mediunidade
Nós sabemos que na Terra estamos rodeados por Espíritos desencarnados que a todo instante, através do pensamento, nos influenciam e são influenciados por nós. Sendo os médiuns indivíduos mais sensíveis, captam com maior facilidade a influência dos Espíritos, podendo sofrer, às vezes, conseqüências desagradáveis em decorrência de possuir em uma faculdade que não conhecem e não dominam.

Em [Nos Domínios da Mediunidade] ouvimos as seguintes afirmativas do Espírito Albério (instrutor de André Luiz):
"Mediunidade, por si só não basta. É necessário sabermos que tipo de onda mental assimilamos, para conhecer a qualidade do nosso trabalho e julgar nossa direção. É perigoso possuir sem saber usar."

8 de fevereiro de 2010

Nosso Lar - efeitos especiais do filme estão quase prontos




Previsão é que efeitos de Nosso Lar, baseado em Chico Xavier e dirigido por Wagner de Assis, estejam concluídos até março; estréia será em setembro.

Cinéfilo que se preze deve se lembrar da obra-prima do autor japonês Hirokazu Kore-Eda, Depois da Vida. Após a morte, as pessoas são levadas a uma estação intermediária, na qual escolhem o momento de suas vidas que será recuperado para que elas o levem para a eternidade. Kore-Eda talvez não tenha lido Chico Xavier, e muito menos o primeiro dos 16 livros que lhe foram ditados pelo espírito de André Luiz, mas a essência é parecida. Nosso Lar mostra a primeira etapa da vida após a morte. Neste ano do centenário de nascimento de Chico, não é só a vida dele que ganha filme dirigido por Daniel Filho, com estreia prevista para a Semana Santa, quando se estará comemorando a data. Nosso Lar também vai chegar ao cinema, mas só em setembro.

No mês que vem, Lon Molnar conclui os efeitos de Nosso Lar e a previsão da produtora Iafa Britz, que assina o filme pela Cinética, empresa do diretor Wagner de Assis, é ter a primeira cópia pronta em maio, para trabalhar o lançamento, que deve ser um dos mais importantes do ano. Iafa inicia nova etapa profissional abandonando a Total Entertainment, que lança na sexta, no País, High School Musical - O Desafio. Não houve briga entre as partes que compunham a Total. "É o momento de eu seguir carreira-solo", diz Iafa, mas Nosso Lar ainda não tem a marca de sua produtora.

São pelo menos cinco anos de trabalho. Iafa ouviu do diretor que queria fazer este filme pela primeira vez em 2004 ou 2005. Não foi fácil adquirir os direitos do livro, mas as coisas começaram a se tornar viáveis quando a Fox embarcou no projeto. Para os padrões do cinema brasileiro, é um filme caro e os efeitos contabilizam cerca de 30% do custo - os mais caros da cinematografia nacional. Iafa explica que valeu a pena esperar. "Há cinco anos não tínhamos dinheiro nem a tecnologia necessária para fazer o filme com acabamento."

Ela conta que o precedente de Bezerra de Menezes, mesmo que ambos os filmes sejam diferentes, foi importante porque mostrou que há um público interessado nesse tipo de produção. Mesmo assim, evita o entusiasmo antecipado. Se o filme fizer milhões de espectadores, ótimo, mas será consequência da qualidade ou do apelo popular, até mesmo daquilo que Daniel Filho tiver conseguido emplacar com sua cinebiografia de Chico Xavier. "Essa história é muito rica e bonita. O filme fala de espiritualidade, de esperança. Não é um projeto comum e, por isso, conseguiu tantas parcerias. Lon (Molnar) se associou à gente, o compositor Philip Glass, também. Estamos muito gratos pela participação deles, mas estamos pagando aquilo que um filme caro brasileiro pode pagar."

Lon Molnar já havia conversado com o repórter pelo telefone, em dezembro, da sede de sua empresa no Canadá. Você pode saber mais sobre a Intelligent Creatures no site, http://www.intelligentcreatures.com/#People. Molnar admitiu que estaria cobrando, e gastando, muito mais se a produção fosse hollywoodiana, mas disse que o filme, em termos de invenção e acabamento, não ficará devendo nada aos demais que integram seu currículo, e um caso recente é o de Watchmen, de Zack Snyder. Ele adorou trabalhar com o universo de super-heróis de Snyder e acrescentou que o diretor não é apenas aberto a sugestões, mas também sabe o que quer e consegue motivar a equipe a fazer o que deseja. O caso de Nosso Lar é diferente. Ele chega a citar outro trabalho recente, Babel, de Alejandro González Iñárritu. "A base aqui também é real e a diferença é que estamos tratando de uma experiência espiritual visceral. Como traduzir isso em imagem?" Ele conta que um dos principais técnicos da companhia foi enviado ao Brasil para preparar, e acompanhar, a filmagem. "A escolha das locações foi muito importante. Muitas vezes a colocação da câmera ou o uso de azul como fundo já previa o efeito a ser aplicado posteriormente. Não se filma de qualquer jeito e depois aplica o efeito. Não é assim que funciona."

A produtora cita exemplos. "Quem leu o livro sabe a importância que assume a muralha no isolamento do mundo espiritual. A ideia inicial era construir uma muralha de três metros e depois trabalhá-la na pós-produção. Terminamos construindo uma muralha de 70 metros em Sagatiba e, mesmo assim, ela foi ampliada para cerca de 8.700 metros, criando um efeito impressionante." Quem conhece a Praça Paris, no centro do Rio, perto da Cinelândia, vai ter dificuldade para identificá-la como a base da entrada do "Nosso Lar", constituído pela governança e pelos ministérios. "Em toda parte, o conceito consistiu sempre em combinar áreas construídas com efeitos. Não posso ceder nenhuma foto da Praça Paris modificada porque os efeitos não estão concluídos e está com cara de 2-D. Mas depois me cobrem se esse material não estiver muito impressionante."

No telefone, Molnar admitiu que nunca havia visto, nem ouvido falar, de Depois da Vida, mas ficou curioso pelo trabalho do cineasta japonês e adorou os detalhes o fato de, no limite, o pedaço de vida que as pessoas escolhem após a morte virar uma metáfora do próprio cinema. Nosso Lar trata justamente do choque das pessoas na passagem para outras esferas. "Temos um elenco muito forte e eu seria irresponsável se começasse a destacar algumas participações, mas não resisto a enumerar duas. Renato Prieto faz o protagonista e é através dele que entramos nesse universo. Rosana Mulholland vai deixar todo mundo chapado. Ela é a personagem que se revolta com a morte e quer voltar. Acredito que seja a personagem mais passível de identificação e ela, além de belíssima, põe intensidade de arrepiar nas cenas."

Iafa Britz ainda está muito envolvida no processo de Nosso Lar, mas gostaria muito de acreditar que, se o filme estourar, como espera, as pessoas não reconheçam somente a importância e emoção do tema. "Essa equipe toda está ralando muito para fazer o grande filme que Nosso Lar merece. Chico Xavier foi um iluminado, todo mundo sabe. Daniel (Filho) filma o homem, Wagner (de Assis) resgata a obra. Essa obra merece ser vista pelo que carrega de compaixão, de possibilidade de entendimento. Os efeitos estarão lá, mas não para chamar a atenção. O que importa é a história." Foi o que também disse Molnar. "Quando o efeito se torna mais importante que o contexto, qualquer profissional sério vai achar que falhou. Queremos o melhor, mas não por exibicionismo. O que importa é a história, essa história."


Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, 03 de fevereiro de 2010, Caderno 2. Matéria de Luis Carlos Merten

"Venha a nós o teu reino..."





"Venha a nós o teu reino..." - assim rogou Jesus ao Pai Celestial, sabendo que só o Plano de Deus pode conceder-nos a verdadeira felicidade. Mas, o Mestre não se limitou a pedir; ele trabalhou e se esforçou para que o Reino do Céu encontrasse as bases necessárias na Terra.

Espalhou, com as próprias mãos, as bênçãos da paz e da alegria, a fim de que os homens se fizessem melhores.

Uma locomotiva não corre sem trilhos adequados.

Um automóvel não avança sem a estrada que lhe é própria.

Um prato bem feito precisa ser preparado com todos os temperos necessários.

Assim também, o auxílio celeste reclama o nosso esforço. É sempre indispensável purificar o nosso sentimento para recebê-lo e difundi-lo.

Sem a bondade em nós, não poderemos sentir a bondade de Deus ou entender a bondade de nossos semelhantes.

Quando é noite e reclamamos: - "Venha a nós a luz", é necessário ofereçamos a lâmpada ou a candeia, para que a luz resplandeça entre nós.

Se rogamos a Graça Divina, preparemos o sentimento para entendê-la e manifestá-la, a fim de que a felicidade e a harmonia vivam conosco.

Jesus trabalhou pela vinda da Glória do Céu ao mundo, auxiliando a todos e ajudando-nos até à cruz do sacrifício, dando-nos a entender que o Reino de Deus é Amor e só pelo Amor brilhará entre os homens para sempre.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.
fonte:
http://espiritismogi.com.br/


Oração de Emmanuel


Senhor, ensina-nos:
a orar sem esquecer o trabalho;
a dar sem olhar a quem;
a servir sem perguntar até quando;
a sofrer sem magoar seja a quem for;
a progredir sem perder a simplicidade;
a semear o bem sem pensar nos resultados;
a desculpar sem condições;
a marchar para frente sem contar os obstáculos;
a ver sem malícia;
a escutar sem corromper os assuntos;
a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento;
a respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração;
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxa de reconhecimento.
Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades.
Ajuda-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje agora e sempre.
Emmanuel

6 de fevereiro de 2010

Uma Luz



Por vezes, tanto empeço na estrada,
Que indagas, coração, de alma desencantada,
Por que meios humanos prosseguir...
Entretanto, ergue a fronte, ao vasto firmamento,
Da nuvem mais pesada ou do céu mais cinzento
Uma luz há de vir...

Deus a ninguém esquece... Ante a sombra noturna,
Sem bússola na selva imóvel e soturna,
O viajor se detém, sem coragem de agir;
Pára, pensando em Deus... A névoa se condensa...
Mas a oração lhe diz, além da sombra imensa:
Uma luz há de vir...

Abate-se na mina a sinistra barragem,
Pedras, detritos e lama impedem a passagem,
Vozes clamam, no fundo, a gemer e a pedir;
Eis que a prece se eleva e, ao socorro da Altura,
Gritam vozes de irmãos, promovendo a abertura:
Uma luz há de vir...

É noite. Sobre o mar, há bulcões em batalha,
Relâmpagos relembram fogo de metralha
No trovão a rugir;
O barco, aos vagalhões, treme, estremece, estala
Pequena multidão, ora, espera e se cala...
Uma luz há de vir...

Desse modo, igualmente, alma fraterna,
Quando a prova por sombra te governa,
Qual noite que te oculta as visões do porvir,
Quando tudo pareça escuridão que avança,
Trabalha, serve, crê e ouve a voz da esperança:
Uma luz há de vir...

pelo Espírito Maria Dolores
Do livro: Maria Dolores
Médium: Francisco Cândido Xavier
fonte: http://www.caminhosluz.com.br/