24 de setembro de 2008

O Livro dos Espíritos

Bem queridos amigos,
Através dessa nova categoria, pretendo citar alguns trechos do O Livro dos Espíritos. Livro esse que deu início a codificação realizada por Allan Kardec e de suma importância para todos os que desejem conhecer um pouco mais a respeito dessa doutrina tão consoladora.
Não tenho intensão, pois nem tenho conhecimento para isso, de discutir à respeito do livro, apenas postarei trechos do livro traduzido por J. Herculano Pires.

Introdução à "O Livro dos Espíritos"

Com este livro, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a era espírita. Este não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o outro e depois esquecer num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e meditá-lo, lendo-o e relendo-o constantemente.
Ele é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial. Antes deste livro não havia Espiritismo, e nem mesmo esta palavra existia.
Há uma seqüência histórica que não podemos esquecer, ao tomar este livro nas mãos. Quando o mundo se preparava para sair do caos das civilizações primitivas, apareceu Moisés, como o condutor de um povo destinado a traçar as linhas de um novo mundo: e de suas mãos surgiu a Bíblia. Não foi Moisés quem a escreveu, mas foi ele o motivo central dessa primeira codificação do novo ciclo de revelações: o cristão. Mais tarde, quando a influência bíblica já havia modelado um povo, e quando este povo já se dispersava por todo o mundo gentio, espalhando a nova lei, apareceu Jesus; e das suas palavras, recolhidas pelos discípulos, surgiu o Evangelho.
A Bíblia é a codificação da primeira revelação cristã, o código hebraico em que se fundiram os princípios sagrados e as grandes lendas religiosas dos povos antigos. O Evangelho é a codificação da segunda revelação cristã, que lança a sua luz sobre o passado e o futuro, estabelecendo entre ambos a conexão necessária. Mas assim como, na Bíblia, já se anunciava o Evangelho, também neste aparecia a predição de um novo código, o do Espírito da Verdade, como se vê em João, XIV. E o novo código surgiu pelas mãos de Allan Kardec, no momento exato em que o mundo se preparava para entrar numa fase superior do seu desenvolvimento.
Cada fase da evolução humana se encerra com uma síntese conceptual de todas as suas realizações. A Bíblia é a síntese da antigüidade, como o Evangelho é a síntese do mundo greco-romano-judaico, e “O Livro dos Espíritos” a do mundo moderno. Na síntese evangélica temos de considerar, sobretudo, a presença do Messias, como uma intervenção direta do Alto para a reorientação do pensamento terreno. É graças a essa intervenção que os princípios evangélicos passam diretamente, sem necessidade de readaptações ou modificações, em sua pureza primitiva, para as páginas deste livro, como as vigas mestras da edificação da nova era.

O ESPELHO DA VIDA

A mente é o espelho da vida em toda parte.

Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.

Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.

Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos ímpelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.

Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrísolar e sublimar.

Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.

Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.

O reflexo esboça a emotividade.

A emotividade plasma a idéia.

A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.

Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência.

Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.

Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.

Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos. Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso. O reflexo mental mora no alicerce da vida.

Refletem-se as criaturas, reciprocamen te, na Criação que reflete os objetivos do Criador.

Pensamento e vida

Perguntou-nos coração amigo se não possuíamos algum livro no Plano Espiritual, suscetível de ser adaptado às necessidades da Terra.
Algumas páginas que falassem, ao espírito, dos problemas do espírito...
Algo leve e rápido que condensasse os princípios superiores que nos orientam a rota ...
E lembramo-nos, por isso, de singela cartilha falada de que dispomos em nossas tarefas, junto aos companheiros em trânsito para o berço, utilizada em nossas escolas de regeneração, entre a morte e o renascimento.
Anotações humildes que repontam do cérebro como flores que rebentam do solo, sem pertencerem, no fundo, ao jardim que as recolhe, por nascerem da Bondade de Deus que conjuga o Sol e a gleba, a fonte e o ar, o adubo e o vento, para nelas instilar a cor e a forma, a beleza e o perfume...
Eis aqui, portanto, adaptada quanto possível ao campo do esforço humano, a nossa cartilha simples.
“Pensamento e Vida”, chamamos-lhe no Mundo Espiritual e, sob a mesma designação, oferecemo-la aos nossos irmãos de luta, temporariamente internados na esfera física, para informá-los, ainda uma vez, de que o nosso pensamento cria a vida que procuramos, através do reflexo de nós mesmos, até que nos identifiquemos, um dia, no curso dos milênios, com a Sabedoria Infinita e com o Infinito Amor, que constituem o Pensamento e a Vida de Nosso Pai.

EMMANUEL Pedro Leopoldo, 11 de fevereiro de 1958.


Nesta categoria estarei postando as mensagens desse maravilhoso livro utilizado nas colônias espirituais e que sem dúvida, devemos ler e reler essas maravilhosas mensagens.

20 de setembro de 2008

Fluido vital é o mesmo que magnetismo animal?

Sim. Fluido vital, termo usado nos livros de Allan Kardec, é exatamente o magnetismo animal, criado pelo médico Franz Anton Mesmer no século 18. Quando se segura dois ímãs, aproximando-os pelos pólos iguais, eles se repelem, dando a impressão de duas superfícies invisíveis se tocando. Mesmer fez uso dessa experiência simples e muito conhecida na época para, por analogia, explicar que os seres estão interligados por seus pensamentos, por um meio invisível natural, uma força imperceptível pelos sentidos comuns. A esse meio Mesmer deu o nome de magnetismo animal, pois relaciona-se à vida orgânica.

Algumas décadas depois, estudando esse fenômeno, o criador da homeopatia, Samuel Hahnemann (1755-1843), fez uso do termo energia vital. Aliás, Hehnemann estudou o magnetismo, que qualificou como "esse maravilhoso e inestimável presente com que Deus agraciou o homem", e incorporou essa terapia à prática homeopática. Rivail (que depois adotaria o pseudônimo Allan Kardec), por sua vez, era magnetizador, e estudou essa ciência por 35 anos antes de iniciar a pesquisa espírita.

O fluido vital é a energia intermediária entre o corpo físico e o perispírito (corpo espiritual). Todos os fenômenos que envolvem energia no organismo são conhecidos e explicados pelos processos físico-químicos. Então, qual a função da energia vital? Essa energia tem como função manter o perispírito ligado a cada uma das 100 trilhões de células do corpo humano adulto. Essa ligação une o corpo biológico à alma, sede da vontade e razão.

Quando a medicina conhecer toda essa complexidade da fisiologia humana terá em suas mãos recursos formidáveis para a recuperação da saúde, por um tratamento natural, ao alcance de todos.

(Redação)
fonte: Revista Universo Espírita, ed.40

Agradecendo

É com muito carinho que quero agradecer aos responsáveis pela revista "Universo Espírita" que autorizaram a postagem de matérias (ou parte delas) nesse blog.
Para todos aqueles que são espíritas ou simplesmente simpatizam com nossa doutrina, essa sem dúvida, é uma revista muito clara e objetiva sobre vários temas abordados pelo mundo espiritual.

Vale a pena!! Uma leitura esclarecedora e muito edificante.

Esta mensagem havia sido postada no antigo endereço do blog no dia: 05/10/2007

Prece a Mãe Santíssima



Mãe Santíssima!...

Enquanto as mães do mundo são reverenciadas, deixa te recordemos a pureza incomparável e o exemplo sublime...

Soberana, que recebeste na palha singela o Redentor da Humanidade, sem te rebelares contra as mães felizes, que afagavam espíritos criminosos em palácios de ouro, ensina-nos a entesourar as bênçãos da humanidade.
Lâmpada de ternura, que apagaste o próprio brilho para que a luz do Cristo fulgurasse entre os homens, ajuda-nos a buscar na construção do bem para os outros o apoio de nossa própria felicidade. Benfeitora, que te desvelaste, incessantemente, pelo Mensageiro da Eterna Sabedoria, sofrendo-lhe as dores e compartilhando-lhe as dificuldades, sem qualquer pretensão de furtá-lo aos propósitos de Deus, auxilia-nos a extirpar do sentimento as raízes do egoísmo e da crueldade com que tantas vezes tentamos reter na inconformação e no desespero os corações que mais amamos.
Senhora, que viste na cruz da morte o Filho Divino, acompanhando-lhe a agonia com as lágrimas silenciosas de tua dor, sem qualquer sinal de reclamação contra os poderes do Céu e sem qualquer expressão de revolta contra as criaturas da terra, conduza-nos para a fé que redime e para a renúncia que eleva. Missionária, salva-nos do erro.
Anjo estende sobre nós a níveas asas!...
Estrela clareia-nos a estrada com teu lume...
Mãe querida agasalha-nos a existência em teu manto constelado de amor!...
E que todas nós, mulheres desencarnadas e encarnadas em serviço na terra, possamos repetir, diante de Deus, cada dia, a tua oração de suprema felicidade: “- Senhor, eis aqui tua serva, cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.
Anália Franco
Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em noite de 10 de maio de 1956, em Pedro Leopoldo, MG.
Página extraída do livro “Vozes do Grande Além”, Ed. FEB.

19 de setembro de 2008

Calma para o Êxito

imagem retirada da internet




Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.


Aqui, é uma pessoa tresvariada, que te agride...


Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...


Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...


Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...





É necessário ter calma sempre.





A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.





Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.





A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.


A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.


Não antecipa, nem retarda.


Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.


Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.


Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.


Divaldo P. Franco.


Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.

15 de setembro de 2008

Carinho de amiga

Oi Amiga..obrigada por ter passado no meu blog, infelizmente não consigo deixar mensagem no seu, mas estou enviando esse email como agradecimento...

Espero que tudo esteja em ordem por ai e que a luz do Mestre Jesus possa guiar-lhe pelas veredas do amor, da paz e da sabedoria...

Muita luz no seu caminho e paz em sua jornada...

Bjux da amiga....Regina



Recebi por e-mail esse carinho da amiga Regina, http://caminho.blog.terra.com.br. Façam uma visitinha no seu blog, tenho certeza que vocês vão adorar.

Beijos Rê, obrigada pelo carinho.
Lu

Aos Médiuns




Que a paz do Senhor nos felicite os corações.


Mediunidade com Jesus é serviço aos semelhantes.


Desenvolver esse recurso é, sobretudo, aprender a servir.


Aqui, alguém fala em nome dos espíritos desencarnados; ali, um companheiro aplica energias curadoras; além, um cooperador ensina o roteiro da verdade; acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações.Contudo, é o mesmo poder que opera em todos.


É a divina inspiração do Cristo, dinamizada através de mil modos diferentes por reeguer-nos na condição de inferioridade ou de sofrimento ao titulo de herdeiros do Eterno Pai.


E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama o titulo convencional do mundo qualquer que seja, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social, constituindo fonte do Céu a derramar benefícios na Terra, por intermédio dos corações de boa vontade.


Em razão disso, antes de qualquer sondagem das forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale a consagração do trabalhador à caridade legítima, e cujo exercício todas as realizações sublimes da alma podem ser encontradas.


Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar a felicidade dos outros; quem procure a consolação, para encontrá-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência.


Dar para receber.Auxiliar para ser amparado.Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a divindade do amor.


Eis a lei que impera igualmente no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de Vida Eterna.


Espírito algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxilio mútuo.


Nesse terreno, portanto, há muito que fazer nos círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as bênçãos da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a sua aplicação no esforço da sementeira.


A tarefa pede fortaleza no serviço com ternura no sentimento.


Sem um raciocínio amadurecido para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho fraterno, para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente.


Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e imprescindível se torna ao instrumento humano das Verdades Divinas armar-se convenientemente na fé viva e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos do ministério a que foi convocado.


Age, assim, com isenção de ânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de curar.


Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmão dos infortunados convicto de que o Senhor é o Manancial de todas as Bênçãos.


O lavrador semeia, mas é a Bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o fruto.


É indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, embora as serpentes e os espinhos que povoam o chão.


Diversos amigos se revelam interessados em tua tarefa de fraternidade e luz e não seria justo que a hesitação te paralisasse os impulsos mais nobres, tão somente porque a opinião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata.


Não importa que o templo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade.


O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava administrar os dons celestiais sob um teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abençoados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza.


Não te apoquentes, meu irmão, e segue com serenidade.


Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício.


Mediunidade é um madeiro de espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvário acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se convertem em asas de luz para a alma livre na Eternidade.


Não desprezes a tua oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta.


A carne é uma estrada breve.


Aproveitemo-la sempre que possível na sublime sementeira da caridade perfeita.


Em suma, ser médium no roteiro cristão é dar de si mesmo em nome do Divino Mestre, e foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira aqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra.


Segue, assim, amando e servindo.


Não nos deve preocupar a ausência da alheia compreensão.


Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar,

conforme o Amigo Celeste nos ensinou,


Que Ele nos proteja, nos fortifique e abençoe.


Bezerra de Menezes


10 de setembro de 2008

Carinho da amiga Jeanne


Com certeza amigos, tudo na vida que é feito com amor, é muito melhor!!!
Distribuam o amor que existe dentro de cada um de vocês, não deixem ele guardado, pois com o tempo simplesmente percebemos que guardamos o que não devíamos.
Deixo esse selinho à todos os amigos que por aqui passarem, com todo o amor que sinto por cada um de vocês.
Beijos no coração
Lu