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6 de abril de 2012

Procura-se


imagem retirada da internet


Está sendo procurado.
Homem considerado galileu.
Trinta e três anos.
Pele clara e expressão triste.
Cabelos longos e barba maltratada.
Marcas sanguinolentas nas mãos e nos pés.
Caminha habitualmente, acompanhado de mendigos e vagabundos, doentes e mutilados, cegos e infelizes.
Onde aparece, freqüentemente é visto entre grande séquito de mulheres , sendo algumas de má vida, com crianças esfarrapadas. Quase sempre está seguido por doze pescadores e marginais. Demonstra respeito para com as autoridades, determinando se dê a César o que é de César, mas espalha ensinamentos
contrários à Lei antiga, como sejam:
- o perdão das ofensas;
- o amor aos inimigos;
- a oração em favor daqueles que nos perseguem ou caluniam;
- a distribuição indiscriminada de dádivas com os necessitados;
- o amparo aos enfermos, sejam eles quais forem;
- e chega ao cúmulo de recomendar que uma pessoa espancada numa face ofereça a outra ao agressor.
Ainda não se sabe se é um mágico, mas testemunhas idôneas afirmam que ele multiplicou cinco pães e dois peixes em alimentação para mais de cinco mil pessoas, tendo sobrado doze cestos.
Considerado impostor por haver trazido pessoas mortas à vida, foi preso e espancado.
Sentenciado à morte, com absoluta aprovação do próprio povo, que o condenou, de preferência à Barrabás, malfeitor conhecido, recebeu insultos e pedradas, sem reclamar, quando conduzia a cruz às costas.
Não se ofendeu, quando questionado pela Justiça, complicando-se-lhe a situação, porque seus próprios seguidores o abandonaram nas horas difíceis.
Sob afrontas e zombarias, foi crucificado entre dois ladrões.
Não teve parentes que lhe demonstrassem solidariedade, a não ser sua Mãe, uma frágil mulher que chorava aos pés da cruz. Depois de morto, não se encontrou lugar para sepultá-lo, senão lodoso recanto de um túmulo por favor de um amigo. Após o terceiro dia do sepultamento, desapareceu do sepulcro e já foi visto por diversas pessoas que o identificaram pelas chagas sangrentas dos pés e das mãos. Esse é o homem que está sendo cuidadosamente procurado.
Seu nome é Jesus de Nazaré.
Se puderes encontrá-lo, deves segui-lo para sempre.


Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Maria Dolores




Bom dia amigos!

Com essa linda mensagem, desejo a todos um dia de muita paz e uma Páscoa repleta de bençãos...

Beijos
Lu

29 de julho de 2011

ESSE ALGUÉM


E suportas, sem pausa, alma querida,
Doença, inquietação, infortúnio, tristeza,
No imenso desencanto da alma presa
No grande espinheiral de ansiedade e de dor...
Ninguém entende as lágrimas que choras,
Pois em tudo de bom que o mundo te oferece,
Retiras tão somente o socorro da prece,
Por doação de paz, no Céu, em teu favor.



Na vastidão da noite, entregue ao pensamento,
O silêncio é uma farpa em que te cortas...
Ajuntas esperanças semimortas,
Sem que a memória as possa carregar...
Onde os teus sonhos? Onde os teus projetos?
Todos se foram sob a ventania
Da provação que ruge e rodopia,
Extinguindo o prazer e deixando o pesar.



Entretanto, não temas. Luta e segue...
Alguém te escuta e vê a presença sofrida,
Resguardando-te a fé e amparando-te a vida,
Doando-te consolo, paz e luz.
Chora, sem atirar-te ao desespero,
Tolera a própria dor, por mais estranha,
No apoio desse alguém que te acompanha,
Que esse alguém é Jesus.

Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Maria Dolores
Livro: Alma e Vida

Que a luz bendita do Mestre Jesus,
 ilumine o coração de cada um que por aqui passar...

6 de fevereiro de 2010

Uma Luz



Por vezes, tanto empeço na estrada,
Que indagas, coração, de alma desencantada,
Por que meios humanos prosseguir...
Entretanto, ergue a fronte, ao vasto firmamento,
Da nuvem mais pesada ou do céu mais cinzento
Uma luz há de vir...

Deus a ninguém esquece... Ante a sombra noturna,
Sem bússola na selva imóvel e soturna,
O viajor se detém, sem coragem de agir;
Pára, pensando em Deus... A névoa se condensa...
Mas a oração lhe diz, além da sombra imensa:
Uma luz há de vir...

Abate-se na mina a sinistra barragem,
Pedras, detritos e lama impedem a passagem,
Vozes clamam, no fundo, a gemer e a pedir;
Eis que a prece se eleva e, ao socorro da Altura,
Gritam vozes de irmãos, promovendo a abertura:
Uma luz há de vir...

É noite. Sobre o mar, há bulcões em batalha,
Relâmpagos relembram fogo de metralha
No trovão a rugir;
O barco, aos vagalhões, treme, estremece, estala
Pequena multidão, ora, espera e se cala...
Uma luz há de vir...

Desse modo, igualmente, alma fraterna,
Quando a prova por sombra te governa,
Qual noite que te oculta as visões do porvir,
Quando tudo pareça escuridão que avança,
Trabalha, serve, crê e ouve a voz da esperança:
Uma luz há de vir...

pelo Espírito Maria Dolores
Do livro: Maria Dolores
Médium: Francisco Cândido Xavier
fonte: http://www.caminhosluz.com.br/

7 de setembro de 2008

Alma Amiga

Alma amiga e boa
Nesta hora que se apregoa
A alegria da amizade,
Aqui estamos em prece
No amor que nos aquece
A real fraternidade.

Quanta bênção se irradia
Na pureza da alegria
De nossa singela união.
Nada de pompa e circunstância
Mas a naturalidade da infância
Nos apelos do coração.

Somos irmãos do caminho
Tecido em áureo arminho
Cercado por campos de flores.
Não nos detém o sofrimento
O suor, a luta e o tormento
Das cruzes de nossas dores.

Temos a fé por Constancia
Aplacando a nossa ânsia
Para a vida plena de paz.
Qual tocha viva de luz
Que ao roteiro certo conduz
Clareando amor pertinaz.

Amizade que é verdadeira
Somente é aquela certeira,
Sem rusgas e dissensão.
Neste caminho sem atalho
Todos temos muito trabalho
Na escola da compreensão.

A simplicidade é nossa guia,
Belo tom de harmonia
Que nos afina no mundo
Tocando a nota sublime
Que nesta terra se exprime
No amor mais profundo.

De Chico tivemos o exemplo
Mostrando que o mais alto templo
Erige-se no coração.
Sigamos o tarefeiro,
Missionário verdadeiro
De nossa redenção.

Veio ele em nome do Cristo
Carregando o amor entrevisto
Por tesouro da própria alma.
Operou simples e austero,
Agiu no ideal sincero
De paz, união e calma.


Fez-se o menor de todos,
Suportou muitos apodos,
Pedrada e desilusão.
Respondeu com silencio e prece
No cadinho que engrandece
A mais pura devoção.

Com isso, amando e servindo,
Foi aos poucos construindo
Trilhas num chão de estrelas,
E mesmo querendo apagar-se,
Não deixou de iluminar-se
No afã de entendê-las.

A sombra que nos encobre
O espírito rude e pobre
Foi esquecida pelo nobre servidor.
Chamou-nos com candidez
A amparar a viuvez
Espalhando paz e amor.

Lembrou-nos a indefesa criança
Necessitada de esperança
Assim como a idade tardia.
Aos nus ofertou agasalho,
À miséria, trabalho,
Ao desespero, harmonia.

Bateu de porta em porta
Levantando a esperança quase Morta
Dos filhos do Calvário.
Como a dizer-nos, simplesmente,
Para toda a alma crente,
Que a caridade é corolário.


Fez amigos em toda parte
Com o pão que se reparte
Na bênção que vem do livro
– Esclarecimento e consolo
Afastando o egoísmo tolo
Com a bondade e seu crivo.

E nessas tramas iluminadas
Soam novas clarinadas
Ao coração de todo o povo.
E toda a gente reclama
A continuidade dessa chama
Que se acenda de novo.

E, da celeste morada,
Sopra a nova baforada
De paz e renovação.
Do alto dos céus infinitos
Desce a consolação aos aflitos
Por nossa escola e lição.

E o povo brada que quer
Para sempre com ele e Jesus
A presença da terna luz
Do cândido Chico Xavier.

Maria Dolores

(Poema psicografado pelo médium Geraldo Lemos Neto, na noite de 21 de abril de 2008, em reunião pública no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade.)

fonte: O Espírita Mineiro
BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - JULHO / AGOSTO - 2008 NÚMERO 304